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 PALESTRAS                          

resumo

O teatro tardio de Samuel Beckett possui absoluta novidade cênica: rigor e refinamento, ao fazer da precariedade da linguagem um espaço potente em que, vigendo a sensibilidade, esteja presente a efemeridade dos corpos. Assim, o irlandês cria um campo expandido por meio da decomposição, na qual as instabilidades são vividas corporalmente. 

Em: Escola de Artes Celso Lisboa, em abril de 2020.

corpo instável: 

traduzindo em cena o corpo beckettiano

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A criação beckettiana é fruto de um itinerário de decomposição da linguagem, destinada a cada momento a fracassar. Como dar forma à oscilação e ao apagamento do traço, no processo de traduzir Beckett para o corpo? Como dar corpo àquilo que escapa continuamente, que está sempre em vias de se desfazer? Beckett fissura as conexões impostas da linguagem e torna
porosa a blindagem que submete o corpo a rígidas formatações dos modos de sentir, fazer e, principalmente, ser.

 

Em: Samuel Beckett e tradução: teatro, prosa, música, corpo e performance promovido pelo Programa de Pós-graduação em Estudos da Tradução e pela secretaria de Cultura da UFSC, ocorrido na Universidade Federal de Santa Catarina, em outubro de 2018.

Ah, aqueles dias felizes!

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Comentários e reflexões sobre as duas montagens clássicas da peça teatral Dias Felizes, de Samuel Beckett: Oh ! les beaux jours, com direção de Roger Blin, no théatre de L’Odéon, Paris, 1963, com Madeleine Renaud, no papel de Winnie e Jean-Louis Barrault, no de Willie; e Happy days, com direção de David Heeley (1979) e atuação de Irene Worth (Winnie) e George Voskovec (Willie). 

Em: Seminário Em Cia. de Samuel Beckett, organizado pelos Hanimais Hestranhos, Projeto Beckett e PPGAC/UNIRIO e ocorrido no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto (RJ), em novembro de 2017.

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O Inominável

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Por meio do romance O Inominável (L’Innommable, The Unnamable – 1953), de Samuel Beckett, o interesse é analisar as vozes indeterminadas que desmancham a exclusividade de uma autoria única. Há inúmeras figuras descentradas, cuja proximidade entre elas é a presença de um “eu” que está a se redescobrir em fluidez contínua, e que rejeita, constantemente, formatos preestabelecidos.

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Em: Maratona Inominável, organizada pelos Hanimais Hestranhos e ocorrida em

outubro de 2017, no auditório da Escola de Teatro do Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO.

 COMUNICAÇÕES              

Para nada: o teatro de Samuel Beckett

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Samuel Beckett põe em prática imagens originais, posturas sem intenção, gestos sem finalidades e corpos não apenas borrados, como também esvaziados de qualquer sentido utilitário. Constantemente, a precária teatralidade desafia qualquer possibilidade de permanência, fazendo com que ao corpo escape continuamente uma forma definitiva de si.

Em Pós-Graduação em Artes Cênicas na Estácio, em janeiro de 2020.

Permanências provisórias: modos de presença nos dramatículos de Samuel Beckett

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Tomando como hipótese que construir a presença é problematizar outros modos de presença, criação de novas subjetividades – isto é, novas relações entre objetos, corpos, tempo e espaço – e que a produção de presença é, consequentemente, uma produção de falta, por conta de sua natureza fugidia, como pensar a presença nos dramatículos beckettianos?

Em: Seminário CRIA - Corpo e Palavra, organizado por CRIA – artes e transdisciplinaridade e ocorrido na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em novembro de 2017.

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Dias felizes

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Comentários e reflexões sobre a peça teatral Dias Felizes (Happy Days, Oh Les Beaux Jours – 1961), de Samuel Beckett. Vastidão de um deserto qualquer habitado por Winnie e Willie. Uma senhora presa a terra, soterrada num monte, cada vez mais imóvel. Um senhor com um rastejar vacilante se mantém distante, invisível e ausente. Um velho casal atravessa seus dias felizes.

Em Encontros para estar em Cia de Samuel Beckett, organizado pelos Hanimais Hestranhos, ocorrido na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), em outubro de 2017.

PERMANÊNCIAS PROVISÓRIAS: CORPO E IMAGEM ENTRE PRESENÇA E AUSÊNCIA NO TEATRO DE

SAMUEL BECKETT.

resumo

A força e as virtualidades cênicas no teatro de Samuel Beckett fazem da cena um lugar que cria, constantemente, permanências provisórias. A cena caminha em direção ao mínimo, com traços de decomposição e desintegração corporal evidenciando certa marca de ausência pelos frequentes apagamentos, imprecisões, desidentificações, impedimentos sobre figuras que estão fadadas a desaparecer. Lugar onde tudo escapa o tempo todo, entre presença e ausência, sensorialmente reverbera na cena enquanto lugar de desfazimento. Oscilação e peculiaridade do traço e do apagamento como processos instáveis em mútua interlocução que problematizam a própria subjetividade.

Em: IX Congresso da ABRACE - Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas - Poéticas e estéticas descoloniais – artes cênicas em campo expandido, realizado em novembro de 2016, na cidade de Uberlândia (MG).

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HANIMAIS HESTRANHOS

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Em confluência com os textos de Beckett e Pessoa, formas insuspeitadas conferem aos corpos uma potência. A pergunta feita por Eveline Grossman, a partir dos textos de Beckett, nos interessa: “Qual sujeito sem figura se fará intérprete de uma figura sem sujeito?” Um ‘sujeito sem figura’ talvez seja aquele que não foi cooptado inteiramente pelos processos de enunciação, de representação, onde ainda há espaço para o inominável, o irrepresentável, para o que não se quer ver. Uma ‘figura sem sujeito’ pode ser aquela que revela, já que puro artifício, a linguagem como mecanismo, como máquina de produzir indivíduos. Esses borramentos poderiam impactar a audiência, convidando-a, quem sabe, também a outras aventuras subjetivas.

Em: I Encontro de Pesquisa Artes do Movimento, na Escola de Teatro do Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), em junho de 2016.

Corpo. Onde nenhum.

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Que lugar é esse, sempre indefinido, que o corpo beckettiano se localiza? O interesse é investigar o lugar do corpo no teatro de Samuel Beckett, a fim de problematizar a potência do corpo esgotado, isto é, uma potência mediante a um estado de prontidão para nada. Um caminho que o corpo percorre, sem fim e sem finalidade, por todos os tipos de deformação como uma saída para resistir a tudo aquilo que está determinado para o corpo.

Em: Seminário CRIA - Corpo e Cena: para além da técnica, organizado por CRIA – artes e transdisciplinaridade e ocorrido na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em maio de 2016.

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